Institucional

Coordenadora de Direito da Univel palestra em Congresso Internacional

Coordenadora de Direito da Univel palestra em Congresso Internacional

 

O município de Cascavel sediou nos dias 03 e 04 de março, o I Congresso Internacional de Acolhimento Familiar, no Auditório da Univel. Cerca de 600 pessoas de todo Brasil participaram do evento destinado a profissionais da Vara da Infância e Juventude, Juízes, promotores de justiça e técnicos, e também a conselheiros tutelares, assistentes sociais, psicólogos, advogados, organizações não governamentais, estudantes e interessados na área.

O Congresso tem como objetivo promover um debate sobre diretrizes do programa Acolhimento Familiar, como a valorização da convivência na família e comunidade. Cascavel tem o maior programa de famílias acolhedoras da América Latina e é referência para outros Estados.

O evento teve como palestrantes, alguns dos principais especialistas no assunto, vindos de várias regiões do Brasil e também do exterior. A professora e coordenadora do curso de Direito da Univel, Dra. Caroline Buosi Velasco, foi uma das palestrantes e falou sobre o programa, inspiração para a tese do seu doutorado. "Fiz a minha tese de doutorado dentro do programa de Acolhimento Familiar. Foram quatro anos de estudos e isso resultou em um Programa de Capacitação dessas famílias acolhedoras e em uma cartilha, distribuída hoje a todos os participantes do evento para que possam replicar nosso programa nas suas cidades".

A professora explicou também como ocorreu a capacitação das famílias em Cascavel, o que deve ser feito capacitá-las e quais os pontos mais importantes que as famílias precisam saber para se tornar uma família acolhedora. "Essas pessoas precisam ter apoio e conhecimento para lidar com algumas demandas específicas dessas crianças e adolescentes que aparecem para elas acolherem e muitas vezes com uma série de comportamentos relacionados a violências, abuso, negligência e que é preciso saber como lidar". E acrescentou ainda que "é muito bom poder compartilhar essa experiência, de algo que deu certo, que se tornou um programa modelo e que as pessoas vão poder levar para implantar ou melhorar os seus programas atuais".

Participaram também do Congresso, representantes de vários Países, como Canadá, Londres, Índia e Reino Unido, que vieram falar dos modelos seguidos por eles, pois já trabalham há muito tempo com o programa e estão muito mais adiantados que no Brasil. "Eles vieram contar um pouquinho do modelo utilizado para que nós possamos estar melhorando cada vez mais e também para nos inspirar nas experiências que têm lá e que dão muito certo", comentou Caroline.

Ainda segundo a professora, a Univel ganha muito com um evento de tamanha importância aqui dentro, porque enquanto instituição de ensino, abrir as portas para poder ensinar pessoas do País inteiro como fazer acolhimento familiar é um presente da Univel para a comunidade. "Com isso, estamos seguindo a nossa missão de ensinar e ensinar pessoas de todo o Brasil que vão fazer a diferença na vida de muitas crianças, estas que são o futuro do País", encerrou.

O que é acolhimento familiar

Acolhimento familiar é uma medida protetiva, temporária e excepcional, prevista em lei pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Trata-se de uma alternativa ao acolhimento institucional (abrigos e casas-lares) para crianças e adolescentes em situação de risco social que foram afastados de suas famílias de origem por decisão judicial. Caracteriza-se pela transferência temporária dos direitos e deveres parentais dos pais biológicos para uma família acolhedora, previamente cadastrada, selecionada e vinculada a um programa.

O acolhimento familiar é regulamentado pelo ECA e é prioritário ao acolhimento institucional, por lei, desde 2009. Embora seja amplamente difundido nos Estados Unidos e na Europa, ainda é pouco conhecido ou aplicado no Brasil. Daí a importância da realização de um evento como este.

Segundo o Dr. Sérgio Kreuz, juiz da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), “o acolhimento familiar tem-se mostrado eficiente no cumprimento de uma pluralidade de objetivos. Como acolhimento cautelar, ou seja, nas hipóteses em que ainda não se tem a certeza se a criança ou adolescente voltará para a família biológica, extensa ou se será encaminhado para adoção”. Ele também ressalta, “como meio de preparação para a adoção e, finalmente, como medida de proteção, quando inviável o retorno à família de origem ou a adoção”.

Núcleo de Comunicação
05/04/2017

Coordenadora de Direito da Univel palestra em Congresso Internacional

 

Univel participa de projeto “Amor em Ação”
Agência Experimental da Univel inicia as atividades de 2017