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Criação Artística na Univel para os alunos do Wilson Joffre

Criação Artística na Univel para os alunos do Wilson Joffre

 

Estudantes do Curso de Formação de Docentes do Colégio Estadual Wilson Joffre, participaram de um Projeto de Extensão que aconteceu na Univel, nos dias 12 e 19 deste mês. Os professores do curso de Licenciatura em Artes realizaram atividades práticas nas "Oficinas de Criação Artística". De acordo com a coordenadora do curso de Artes, Thais Damaris da Rocha Thomazini, a ideia surgiu para proporcionar atividades que integrem a faculdade e a Educação Básica, "Fui procurada por uma professora para trabalhar práticas para o Curso de Formação de Docentes e como a Univel tem o curso de Artes bem estruturado, com nota 5 no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aproveitamos o desejo desta educadora e resolvemos fazer algo a mais", ressalta.

Na Oficina Stencil Grafite, o professor de Artes, Antônio Carlos Machado, explicou que os alunos aprenderam a fazer materiais para grafitar parede, camisetas ou qualquer superfície, "São pessoas interessadas, que se propõem a vir no sábado para adquirir conhecimento na faculdade, saber de fato o que é um curso de Artes", conclui.  Para a aluna do 4º ano de Formação de Docente, Amanda Benjamim, foi importante entender quais os materiais adequados para a técnica, "Aprendi que tem técnica que precisa de spray, mas, como vamos trabalhar com criança é só substituir por tinta guache, que é a base de água".

Para os alunos da Oficina de Modelagem em Argila, o estudo foi sobre a valorização da arte indígena e as habilidades práticas na modelagem, para as crianças soltarem a imaginação. Elas podem fazer desde um vaso até uma escultura. Segundo a estudante Thaís Jung, é só ter argila, um palito e colocar a mão na massa, "Com este conhecimento eu posso trabalhar com as crianças, é só aplicar a técnica, retirar a sujeira da área, fazer um bolinho e ir dando vida para a argila". Rosa Broetto, também aluna do curso, ressaltou a necessidade de trabalhar o corpo, o conhecimento e o reconhecimento, "Trabalhamos espaço, usamos a imaginação, já estou na área e vou trabalhar em sala de aula com meus alunos".

Durante a oficina sobre Jogos Teatrais, além da humanização e desenvolvimento da criatividade e consciência corporal, foram ensinadas técnicas com contextualização da ferramenta, e as possibilidades de ampliar o repertório para ser usado em sala de aula. Foram desenvolvidas atividades de aquecimento, jogos teatrais, improvisação e roda de conversa. Segundo a professora Tânia Kaminski, os futuros professores, foram orientados sobre os aspectos artísticos e pedagógicos para a capacitação profissional, "A oficina pedagógica de jogos teatrais teve como objetivo o desenvolvimento de práticas educativas, nas quais, a produção de representações teatrais sejam atos pedagógicos sistematizados", conclui.

Teve a oficina sobre Contação de Estórias, com estudo da fisiologia da voz e higiene vocal para trabalhar de forma saudável e com técnica. Aquecer a voz, relaxar e alongar, são conexões para que a palavra e o som criem significados. O professor de Artes, Anderson Paisca, explica que é só jogar o famoso "Era uma vez", e já abre aquela possibilidade de imaginar e usar a criatividade, "Para isso, é importante fazer várias vozes (características que podem criar uma linguagem ou um personagem que pode ser bom ou mal). Pode usar o som, chamar a atenção das crianças, usar repertórios e técnicas de contradições por exemplo, assim o público vai ouvir e também imaginar".

Com a Oficina de Cartum foi apresentada a técnica que é milenar, e, existe desde o século XIX, que mostra como o cartum é desproporcional; com a cabeça maior. A ideia é deixar mais lúdico; mais engraçado. Segundo o professor da oficina, Luiz Carlos Machado, com a simplificação do desenho, a criança tem a autoestima elevada, "Mostramos que é fácil fazer uma figura humana e qualquer pessoa pode fazer, e, quando a criança descobre isso, ela se sente importante". Teve também Oficina de Introdução ao Teatro.

A professora do Curso de Formação de Docentes, Terezinha Zeli Antunes, alerta para a necessidade do conhecimento, é necessário ter os fundamentos da teoria para trabalhar a arte de forma humanizada, "Desde a 1ª série, o aluno tem que entender que a arte é feita de emoção, afetividade, cultura e trabalho".

Por: Núcleo de Comunicação

22.08.2017

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