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Projeto Guarda-Chuva de Memórias

Projeto Guarda-Chuva de Memórias

 

Na vida passamos por vários momentos que nos marcam pra sempre.  Já imaginou transformar estes momentos em teatro? Este é o objetivo do Projeto Guarda-Chuva de Memórias, resgatar memórias e transformá-las em uma peça teatral, apresentada em uma atmosfera de sonhos, lembranças e imaginação.

O nome Guarda-Chuva vem de um termo acadêmico, referente ao modelo de projeto onde existe uma “haste” principal e se desdobra em outros subprojetos. “É um Guarda-Chuva pela questão acadêmica e de memórias porque ele tem o objetivo de resgatar esta memória e valorizar esta vivência, a bagagem do idoso e de nossos alunos”, explica a professora Tânia Kaminski, responsável pelas Oficinas de Dramaturgia do projeto.

Um dos desdobramentos deste “guarda-chuva” foi no Colégio Estadual Wilson Joffre, com o objetivo de ensinar técnicas de teatro aos alunos. Usando a linguagem teatral, os acadêmicos buscaram desenvolver a autoestima e integração entre estudantes. “No Wilson Joffre o projeto teve um viés lúdico, onde o foco foi um grupo de adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade, interferindo no processo de aprendizagem. Nós trabalhamos com estes alunos a linguagem teatral através de jogos e de interação, do processo de sociabilidade e humanização entre eles”, explica Tânia.

A aluna de Artes, Graciela Gargantini, conta que a experiência com os alunos no Wilson Joffre agregou muito conhecimento, não só profissionalmente e academicamente, mas como pessoa. “Os alunos que trabalhamos lá tinham problemas de relacionamento, e entender como é o dia-a-dia deles, o convivio e as dificuldades que eles sentem. Pra mim foi uma experiência incrível, tanto pra quando eu for dar aula, quanto pra vida mesmo. Descobri que a gente aprende muito mais com os adolescentes do que eles com a gente”.

Outro desmembramento aconteceu com o Grupo de Teatro da Univel. Na primeira etapa, os acadêmicos foram até o Abrigo São Vicente de Paulo, em Cascavel e na Casa de Cultura - Casa Noz, para capturar histórias, aprendendo uma das primeiras lições do projeto, saber ouvir. “Você participar de um projeto onde tem o encontro com o outro, com a diferença de vivência, de concepção do mundo, faz com que a gente aprenda a ouvir e isto é enriquecedor. Isto é tão compensador quanto à questão profissional”, explica a professora, Tânia Kaminski.

Na segunda etapa, os alunos tiveram uma oficina de Dramaturgia, desenvolvida na Univel e na Casa Noz, para trabalhar as técnicas de escrever as histórias no formato do teatro. A construção do texto foi feita de maneira coletiva, integrando os acadêmicos do curso e a comunidade. “No curso de graduação licenciatura em Artes, tentamos trabalhar com as quatro linguagens artísticas, arte visual, teatro, dança e música. É muito importante porque desenvolve o profissional de artes, com uma capacitação complementar às aulas, tendo fundamentos, teoria e prática do teatro, voltados à educação, que é a abordagem para a licenciatura”, explica a coordenadora do curso de Artes da Univel, Thais Damaris Thomazini.

A acadêmica de Pedagogia, Marina Alérico Rosa, trabalha com educação infantil e conta que o projeto trouxe muito conhecimento, pois, aproximou a teoria da prática. “É muito importante para um pedagogo, pois estou aprendendo coisas que posso usar na prática. Eu estou atuando numa sala de aula e consigo aplicar esse conhecimento, transmitindo o que eu aprendi, como por exemplo, os jogos teatrais que já apliquei para os alunos com quem eu trabalho”.

Além da oficina de Dramaturgia, foram trabalhadas também oficinas de Expressão Corporal, Expressão Vocal e Interpretação, capacitando os acadêmicos a aplicar profissionalmente os conhecimentos adquiridos no projeto. “Tanto para os alunos que queiram seguir profissionalmente no teatro, quanto para aqueles que têm como objetivo dar aulas de teatro, este projeto oferece um repertório de exercícios e experiências na montagem de um espetáculo”, explica o professor da Univel, Anderson Paisca, responsável pelo grupo de teatro do projeto.

Aprender o teatro e seus desdobramentos é essencial para os acadêmicos de Artes e Pedagogia. E muito mais do que desenvolver o meio acadêmico, o Projeto Guarda-Chuva de Memórias busca desenvolver a questão humana, envolvendo a socialização, interação, sensibilidade e a visão de mundo de cada indivíduo.

Nesta sexta-feira, 30 de junho, às 20h, no auditório da Univel, os alunos do projeto Guarda-Chuva de Memórias vão apresentar o “Conta-Gotas de Memória: Um exercício cênico de micronarrativas, performances e poesia”. A apresentação é aberta à comunidade.

Por: Núcleo de Comunicação

29.06.2017

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