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Projeto Polinizando Saberes realiza a instalação de ninhos de abelhas sem ferrão na Univel

Os acadêmicos das mais diversas áreas do conhecimento e integrantes do Projeto Polinizando Saberes, juntamente com o professor e coordenador do projeto, Edvaldo Geraldo, construíram ninhos de abelhas sem ferrão (Jataí e Mandaçaia), que foram instaladas  no campus da Univel 

 

O Projeto Polinizando: Saberes com abelhas indígenas sem ferrão - Uma alternativa para construção do conhecimento'', coordenado pelo professor Edvaldo Geraldo, realizou diversos encontros, com acadêmicos dos cursos das mais diversas áreas do conhecimento. Para marcar de forma simbólica a importância das abelhas para os ecossistemas, foi realizada a instalação de caixas/ninhos de abelhas nativas sem ferrão, das espécies Jataí e Mandaçaia, no campus do Centro Universitário de Cascavel - Univel.

Estiveram presentes na inauguração da instalação dos ninhos de abelhas, o coordenador do projeto Polinizando Saberes, Edvaldo Geraldo, o coordenador do curso de Medicina Veterinária, Paulo Tadeu Figueira, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV/PR), Rodrigo Távora Mira, o presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná (SINDIVET/PR), Cezar Amin Pasqualin, o Reitor da Univel, Renato Silva, dentre outros coordenadores de curso e acadêmicos. 

De acordo com o coordenador do projeto Polinizando Saberes, Edvaldo Geraldo, estão participando do projeto acadêmicos de diversos cursos como Medicina Veterinária, Nutrição, Direito, Gastronomia e Biomedicina, que em conjunto com a coordenação do curso de Engenharia Civil, construíram a estrutura e as caixas para as abelhas.“Nós estamos 90 dias montando as estruturas necessárias, fizemos a construção no laboratório de Engenharia Civil no Centro Tecnológico. Com apoio do coordenador do curso de Engenharia Civil, Christian Valcir Kniphoff  e do técnico de laboratório, desenvolvemos da melhor forma para contrastar as estruturas do campus da Univel, para que a comunidade possa ter proximidade com as abelhas. Depois de construídas as estruturas, nós selecionamos os locais para a instalação”, conta Edvaldo. 

O objetivo principal da instalação dos ninhos de abelhas nativas sem ferrão, é demonstrar como nós somos dependentes dos serviços ecossistêmicos. Os serviços ecossistêmicos, são todas as ações que a natureza faz que beneficia o ser humano de forma direta ou indireta, como a chuva que fornece água, as árvores que fornecem madeira e as abelhas, o mel e a polonização. A principal função das abelhas e que impacta na qualidade de vida da humanidade é a polinização. Como diz uma famosa frase de Albert Einstein, “Se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência, sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais não haverá raça humana”.

“O principal objetivo é divulgar esses serviços ecossistêmicos realizados pelas abelhas, por exemplo,a cada três alimentos, um é polinizado pelas abelhas e  90% da mata atlântica é polinizada por abelhas nativas sem ferrão. Além de divulgar as abelhas nativas sem ferrão, que produzem o mel com excelente sabor e com um  alto valor medicinal, também difundir a informação de que podemos criar as abelhas em casa e contribuir para esses serviços ecossistêmicos”, ressalta o coordenador do projeto Polinizando Saberes, Edvaldo Geraldo. 

Não apenas as estruturas foram desenvolvidas com toda a atenção, mas também a escolha das abelhas sem ferrão, foi feita para que se melhor se adaptasse ao ambiente do campus. “Primeiro escolhemos duas espécies abelhas muito dóceis, que é Jataí e Mandaçaia. A Jataí é muito comum na área urbana e remete a memórias afetivas do sítio dos avós, da casa dos tios ou dos pais, uma abelha adaptada ao ambiente urbano, muito mansa e que produz um mel de excelente sabor. A Mandaçaia é um pouco mais robusta e pode assustar as pessoas, mas também é muito mansa, e que tem a uma função principal que é polinizar árvores de grande porte. Ambas são adaptadas para a convivência com os alunos, que podem chegar tirar fotos e conhecer melhor”, conta Edvaldo.  

Atualmente estão instaladas quatro caixas (duas de Jataí e duas de Mandaçaia) e a ideia do projeto é aumentar o número de caixas e espalhar por diversas áreas do campus. Importante lembrar que a instalação das caixas de abelhas, também será de suma importância para a comunidade local. “A Univel se destaca em ser uma das primeiras instituições de ensino da região a ter essa consciência ambiental e ter enxames de abelhas nativas sem ferrão dentro do campus, promovendo a educação ambiental e claro, apoiando na polinização da flora em toda a comunidade ao redor”. 

De acordo com o presidente do CRMV/PR, Rodrigo Távora Mira, esta ação é muito representativa, não apenas pela importância da atuação das abelhas na natureza, mas também por representar a atuação dos médicos veterinários na inspeção de alimentos como o mel e o cuidado realizado a estes insetos. “Este momento é extremamente importante para a Medicina Veterinária, principalmente para acabar com o estigma que a classe tem diante da sociedade, que acredita que o médico veterinário lida apenas com os animais de companhia, mas que além disso que a inspeção do mel também passa de forma obrigatória pelas mãos destes profissionais, para a realização da inspeção (atividade privativa dos médicos veterinários). Esta ação representa de forma brilhante  o conceito de saúde única, em que a saúde animal, ambiental e humana, sejam conectadas de forma indissociável”, ressalta Rodrigo. 

Para o Reitor da Univel, Renato Silva, a instalação dos ninhos de abelhas sem ferrão no campus, é muito importante. Principalmente pelo o que estes pequenos insetos representam para a natureza e para a sociedade. “Nós temos muito a aprender com os animais, principalmente com as abelhas, que são os insetos mais poderosos da natureza. Apesar de tão pequeno, produz o que há de mais doce, que é o mel. Um inseto tão valioso, ainda realiza a polinização e ainda mais é sem ferrão”

As caixas de abelhas foram construídas durante os encontros do projeto, em que cada acadêmico integrante fez a sua parte, além de adquirir novos conhecimentos sobre a temática. A acadêmica do 8° semestre do curso de Direito, Maria Julia Fiorenza, sempre foi curiosa sobre assuntos relacionados à natureza e o projeto foi uma oportunidade para aprofundar seus conhecimentos acerca do tema. “Eu adoro e tenho muita curiosidade sobre a natureza e os animais, e tinha decidido que esse ano queria participar de um projeto de extensão e o Projeto Polinizando Saberes, coordenado pelo professor Edvaldo,  me chamou muita atenção e estou adorando a oportunidade. Para minha formação, acho que abre uma nova possibilidade de atuação, na área de direito ambiental”, ressalta Maria. 

Além de ser uma oportunidade para adquirir conhecimentos sobre a temática, o projeto realiza a integração de acadêmicos de cursos das mais diversas áreas do conhecimento, desta forma adicionando diversas visões sobre a temática.“Através do projeto conheci uma colega que já está formada em Direito e atua na área do Direito Ambiental, então estou aprendendo muito com ela. Inclusive estou escrevendo um artigo sobre a legislação de meliponicultura no Brasil, que acrescenta tanto no meu conhecimento de direito quanto no meu conhecimento sobre as abelhas nativas”, conta a acadêmica Maria Julia Fiorenza. 

Ainda sobre a produção das caixas de abelhas, a acadêmica destaca que foi um processo divertido. “O processo de construção das caixas foi muito divertido, tirou a gente da nossa área de novo (porque tivemos que mexer com concreto e outros materiais que envolvem a engenharia ) e deu oportunidade de todos os participantes do projeto se conhecerem e trabalharem em equipe. Também é muito legal pensar que sempre vai ter algo aqui na Univel que foi construído por nós!”, declara.

Para egressa do curso de Direito da Univel e participante do projeto Polinizando Saberes, Tarinê Cortina Poeta Castilho da Silva, o contato com as abelhas começou ainda na infância e a temática ambiental faz parte da sua carreira profissional. “Eu sempre fui envolvida com abelhas, meu avô sempre teve na  sua fazenda várias colmeias de Jataí. Posteriormente quando me formei e ingressei como membro da Comissão de Direito Ambiental da OAB. Eu ingressei com um projeto de abelhas em um concurso Estadual para Advogados da OAB PR. Todavia, como pouco meses depois a pandemia do Covid se alastrou, meu projeto não saiu do papel. Como sigo as redes sociais da Univel, vi que havia esse projeto de pesquisa e entrei em contato com o professor Edivaldo, que ressaltou a importância da minha como aluna egressa, fiquei extremamente feliz,  mas em resumo, o motivo da minha  participação é o amor e a importância que esse seres minúsculos têm na minha vida”, declara Tarinê. 

Para a egressa a instalação dos ninhos é de grande importância, tanto para acabar com estigmas das abelhas serem “más” por conta do ferrão, quanto para mostrar para os acadêmicos e demais visitantes do campus, a variedade de abelhas nativas sem ferrão e a importância para todo o  ecossistema. “Quando geralmente se fala em abelhas, o que vem na cabeça são aquelas abelhas africanas, com ferrão, que geralmente entram no seu refrigerante, e apesar de não serem nativas do Brasil são mais conhecidas. Em contrapartida, as abelhas sem ferrão, além de nativas do Brasil, são mais sociáveis, não atacam as pessoas e não causam alergia, são insetos incríveis, que merecem mais reconhecimento. A importância da instalação das caixas no campus é  enorme, parte para as pessoas perderem o medo das abelhas, mas em principal para conhecer a variedade de abelhas que existem em todo o Paraná”, reforça Tarinê Cortina Poeta Castilho da Silva. 

O projeto foi o primeiro contato da acadêmica do 8° período do curso de Medicina Veterinária, Amanda Cordeiro da Silva, com a temática das abelhas nativas sem ferrão. “Achei o projeto super legal porque acredito que assim como eu, muitas pessoas não sabiam de como é legal mexer com as abelhas e como elas são importantes, além de poder ajudar a espalhar conhecimento e apresentar da melhor maneira o que são as abelhas sem ferrão para a comunidade. Acho muito bacana essa ideia, além de adquirir um conhecimento sobre algo que não sabia e que faz parte da minha formação em medicina veterinária, o projeto tem uma ideia de interação das abelhas com as pessoas, tirando aquela visão "ruim" que a população tem sobre elas”, conta Amanda. 

O interesse sobre o tema surgiu na acadêmica do 6° semestre do curso de Nutrição, Magali Almeida Goettems, após a apresentação do professor e coordenador do projeto durante o 2° Workshop de Produtos Orgânicos realizado na Univel. “Surgiu o interesse sobre o projeto quando participei do 2° Workshop de Produtos Orgânicos na Univel, no qual estava presente a chef de cozinha Gabriela Vilar de Carvalho, que relatou a importância das abelhas sem ferrões, pois ela segue um princípio de alimentos orgânicos e sustentável. Durante o evento o professor Edivaldo, nos contou outras informações sobre as abelhas nativas sem ferrão”, conta Magali. 

Para a acadêmica e futura profissional de Nutrição, participar do projeto está sendo uma oportunidade de adquirir mais conhecimento acerca dos benefícios do mel para a saúde das pessoas. “A importância de participar do Projeto Polinizando Saberes como uma futura nutricionista, é que eu passei a ter uma visão mais ampla sobre o tema, entendo que as abelhas sem ferrão fazem parte de nossa vida e que o mel possui propriedades nutritivas e terapeutas, trazendo vários benefícios à saúde”, ressalta. A acadêmica ainda contou um pouco sobre a experiência de participar da construção dos ninhos de abelhas sem ferrão. “Participar da construção foi excelente, passei a ter o conhecimento que podemos reciclar as sobras de material de uma construção civil. Nós construímos o projeto das casinhas para abrigar as caixinhas de madeira das abelhinhas com matéria prima reciclada e de maneira sustentável”, conta Magali. 

 

Por: Núcleo de Comunicação

06.10.2021

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